Autoregulação: um pilar essencial no desenvolvimento infantil Você já percebeu como algumas crianças conseguem esperar a sua vez, lidar melhor com frustrações ou se
Você já percebeu como algumas crianças conseguem esperar a sua vez, lidar melhor com frustrações ou se acalmar após uma situação difícil, enquanto outras têm mais dificuldade nesses momentos? Essa habilidade está ligada à autoregulação, uma competência fundamental para a vida escolar, social e emocional.
TDAHAUTOREGULAÇÂO EMOCIONAL
Andréa Mafra Moreno
5/8/20241 min read
O que é autoregulação?
A autoregulação é a capacidade da criança de reconhecer suas emoções, controlar impulsos, ajustar comportamentos e se adaptar às situações do dia a dia. Em outras palavras, é o que permite que ela mantenha o equilíbrio diante de desafios, tome decisões mais conscientes e aprenda de forma mais eficaz.
A visão da neurociência
Pesquisas em neurociência mostram que a autoregulação está diretamente relacionada ao desenvolvimento do córtex pré-frontal, região do cérebro responsável por funções executivas como atenção, memória de trabalho e controle inibitório.
Quando estimulamos a criança em atividades que exigem planejamento, espera, autorreflexão e resolução de problemas, fortalecemos essas conexões neurais que sustentam a autoregulação.
O papel da educação lúdica
Brincadeiras, jogos educativos e atividades psicomotoras são grandes aliados no desenvolvimento da autoregulação. Durante uma simples partida de jogo de tabuleiro, por exemplo, a criança aprende a esperar sua vez, a lidar com vitórias e derrotas, a seguir regras e a pensar em estratégias — tudo isso enquanto se diverte.
Benefícios da autoregulação na infância
Favorece a aprendizagem, pois aumenta a atenção e a concentração.
Melhora as relações sociais, fortalecendo a empatia e a cooperação.
Reduz comportamentos impulsivos e crises emocionais.
Constrói bases sólidas para a saúde mental e o bem-estar ao longo da vida.
Como estimular a autoregulação
Propor atividades lúdicas que envolvam regras e desafios.
Ensinar técnicas de respiração e pausa consciente.
Reforçar positivamente os momentos em que a criança consegue se autorregular.
Modelar comportamentos, mostrando como os adultos também lidam com emoções.
Conclusão
A autoregulação não é inata, ela se desenvolve com o tempo e com as experiências que oferecemos às crianças. Quando unimos os conhecimentos da neurociência com práticas educativas lúdicas, ajudamos os pequenos a construir ferramentas internas que farão toda a diferença em sua vida escolar e emocional.
